sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

A respiração ideal durante a atividade física

No dia a dia, costumamos inspirar pelo nariz (para filtrar e umidificar o oxigênio captado) e expirar pela boca, oxigenando nossos músculos e cérebro. Mas e durante a prática de alguma atividade física, como corrida, musculação, bike…você mantém uma respiração correta durante os exercícios? Como respirar durante os exercícios?

A intensidade, assim como o tipo de atividade física é que vai determinar como você irá respirar enquanto se exercita, mas a verdade é uma só: captar a maior quantidade de oxigênio através da inspiração e eliminar a maior quantidade de gás carbônico, através da expiração. Seguindo essa premissa, a boca é o caminho mais fácil para executar essa função.
Vamos dividir o treino em dois tipos e falar sobra a respiração correta em cada um deles.

Treino Aeróbico (corrida, bike, natação, corda…)
– Respire de forma cadenciada, de acordo com a velocidade da passada.
– A inspiração pela boca é a mais indicada, porém pode ocorrer um pouco de secura na garganta.
– Mantenha a postura ereta (cabeça e tronco alinhados), para facilitar a captação de oxigênio.

Treino Anaeróbico (musculação)
– A expiração é feita no momento da força, na fase concêntrica do movimento. Tomemos como exemplo o supino; quando você aproxima a barra do peito, flexionando os braços, é a fase da inspiração ou fase excêntrica; no momento da extensão dos braços, que é fase de maior força ou explosão (fase concêntrica), é a hora da expiração.

fonte: Torcedores.com

sábado, 12 de setembro de 2015

O efeito dos suplementos


Sem a supervisão adequada, produtos podem ter efeitos indesejados ao chegar em um loja especializada em suplementos, bate a dúvida: em meio a infinidade de rótulos, qual é a melhor escolha? 
Seja para auxiliar o processo de hipertrofia ou na perca de peso, existem produtos que podem facilitar o processo, desde que indicados por um nutricionista e combinados com uma dieta saudável.

Mas o seu uso indiscriminado pode ter efeitos indesejados, alerta Lucília Oliveira, nutricionista da academia Bodytech. “O famoso Whey Protein, por exemplo, em doses maiores do que o necessário pode se tornar tóxico e sobrecarregar os rins e fígado. Os eletrolíticos, por sua alta concentração de sódio, em excesso acarretam o aumento da pressão arterial”, explica.

Voltada para o estilo de vida saudável, a LifeStyle comercializa suplementos, alimentos, chás e temperos especiais. Sebastián Campos, sócio da loja, defende a ideia de que a mudança de hábito deve ser completa e consciente. “O esportista nunca deve tomar suplementação por conta própria ou indicação de amigos. É algo sério. Não adianta também tomar os produtos indicados pelo nutricionista e comer “porcarias””, diz.

Conheça alguns dos suplementos e sua ação:
Suplementos de proteina: são voltados, principalmente, para ganho de massa muscular (reparo e crescimento dos músculos pós-exercícios físicos).
Suplementos com aminoácidos: evitam que a reserva energética muscular de aminoácidos seja usada.
Suplementos de carboidratos: indicados para atividades que durem mais de 90 minutos, otimizam a absorção de água e de bebidas esportivas.
BCAA: muito utilizado em academias com a proposta principal de reduzir a fadiga central ou a percepção da mesma.
Albumina e Glutamina: a albumina fornece todos os aminoácidos que o organismo necessita para a formação muscular e a glutamina participa na redução da fadiga e na melhora da imunidade.
Creatina: voltada a exercícios de explosão e curta duração, retarda o início da sensação de fadiga e aumenta a massa muscular.
Termogênicos: potencializa o metabolismo do corpo e, por consequência, a perda de peso.
L-Carnitina: promove a queima de gorduras dentro da célula.

fonte: Portal EF

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Exercícios rápidos e intensos funcionam mesmo?


Os especialistas têm analisado os efeitos dos exercícios de alta intensidade que prometem resultados mesmo quando praticados durante poucos minutos.

Três e sete minutos. São estes os períodos de tempo das mais populares aplicações móveis de fitness que prometem corpos tonificados e em forma em poucos minutos. Os exercícios de alta intensidade já mostraram ser uma forma eficaz de perder peso e queimar calorias, contudo praticá-los em escassos minutos pode não ser tão benéfico quanto isso.

Depois de ter falado com alguns especialistas em atividade física, o Daily Mail revela que os planos de exercícios desenhados para pessoas com agendas completas ou falta de tempo/disponibilidade para ir ao ginásio podem ter efeitos adversos, uma vez que nem todas as pessoas têm uma resistência física indicada para a intensidade dos treinos.

Além disso, diz a perita em fitness Amelia Phillips, “para uma pessoa de tamanho médio é praticamente impossível queimar 200 calorias em apenas três minutos”, tal como prometem algumas apps.

Bill Sukala, fisiologista, vai mais longe: para se conseguir os resultados prometidos era preciso que as pessoas se esforçassem ao máximo, mesmo ao ponto de vomitar. “A realidade é que este tipo de exercícios não é sustentável para pessoas comuns como os seres humanos”, explica.

“Trabalhar a esse nível [o máximo] não é apropriado para todas as pessoas e se o tempo é escasso, fazer estes exercícios provavelmente não ajudará a alcançar os objetivos”, continua, frisando que as várias horas de sedentarismo não são anuladas com meros minutos de alta intensidade física.

Embora estes exercícios sejam ótimos para acelerar o metabolismo e queimar calorias mesmo quando o corpo está parado, fazê-los de manhã ou à noite e depois passar horas sentado ou deitado faz com que “os riscos para a saúde aumentem significativamente”, diz Sukala.

fonte: Portal da Educação Fìsica

sábado, 6 de junho de 2015

Suplementação não é milagre dos corpos sarados

Sociedade Brasileira de Nefrologia alerta para um surto de problemas renais em jovens e adolescentes em um futuro próximo, todos ocasionados pelo uso indevido da suplementação.

Especialistas apontam riscos à saúde no consumo indiscriminado de substâncias que aumentam o desempenho físico.
“É que Narciso acha feio tudo que não é espelho..”, já cantava Caetano Veloso sobre o mito grego que reforça o culto à vaidade. A crueldade vivida pelo mito, que se afogou em sua própria imagem, não se constitui em exceção e traduz facilmente uma preocupação cada vez maior da nossa sociedade em se sentir mais saudável, pelo menos, em frente a um espelho.
Com o estouro da moda das academias para adquirir o tão sonhado corpo das capas de revistas é preciso suar muito e adotar um hábito alimentar diferente. Ainda assim, o uso de vitaminas e suplementos alimentares se tornam cada vez mais populares por aqueles que desejam ter hipertrofia dos músculos, mas, paralelo a isso, seus riscos também são potencializados internamente no organismo como uma bomba-relógio.
É o que afirma um levantamento da Sociedade Brasileira de Nefrologia alerta para um surto de problemas renais em jovens e adolescentes em um futuro próximo, todos ocasionados pelo uso indevido da suplementação.
“Muito se fala sobre os prejuízos renais com o uso de suplementos alimentares, porém, o seu uso indiscriminado e sem orientação pode levar ainda a problemas cardíacos, hepáticos, dentre outros”, alerta a nutricionista esportiva Paulliana Buarque.
Para a nutricionista, quando se fala em danos renais os suplementos proteicos mais citados são o Whey Protein (substância extraída do soro do leite) e a creatina (aminoácido presente em alimentos de origem animal), ambos bastante utilizados por praticantes de academias. “Para tomar como exemplo vamos usar a creatina, que é um dos suplementos mais temidos por ter uma grande relação com a creatinina, que é um marcador de função renal na clínica médica. Ela foi descoberta em 1832 e hoje é o nutriente mais estudado no âmbito esportivo, sendo utilizado não somente na prática esportiva, mas também em tratamentos de recuperação de pacientes cardíacos, com doenças neurológicas e neuromusculares. Ou seja, em doses adequadas o seu uso é seguro e traz benefícios”, assegura.
De acordo com dados da Associação Brasileira de Empresas de Produtos Nutricionais (Abenutri), no Brasil estima-se que cerca de 4 milhões de pessoas – 2% da população – consomem regularmente suplementos dos mais variados tipos. Os jovens entre 15 e 30 anos são os maiores alvos dessa indústria de alimentos e, juntos, são responsáveis por 80% das compras.
Esse crescimento do consumo é observado com atenção e cautela não só pelos profissionais de saúde, mas também por aqueles que realizam as orientações físicas. Para o fisioterapeuta Maurílio Silveira, pós-graduado em treinamento funcional e musculação da Movimento e Saúde, a falta de conhecimento dos alunos sobre a finalidade das substâncias é um risco que aumenta todos os dias.
Guerra da comida
As marcas que estão no mercado cada vez mais reforçam a necessidade de consumo desenfreado, que por vezes parece dispensar qualquer orientação médica. Em uma rápida pesquisa na internet pode-se obter vários sites e fóruns que sugerem quais produtos são “melhores”, a dosagem, e até o horário para tomar. É uma consulta informal que não leva em consideração as particularidade biológicas de quem vai consumir.
“É muito comum praticantes de atividade física que já fazem a matrícula na academia e vão comprando os suplementos indicados na maioria das vezes por um amigo ou por outros profissionais não capacitados. Eles chegam no consultório e o motivo da consulta é sempre o mesmo: ‘estou tomando ou quero tomar suplementos’, como se eles fossem o milagre dos corpos sarados”, diz Paulliana.
Foi tomando uma decisão similar que o advogado Artur Viera de Melo, de 28 anos, acabou consumindo suplementos alimentares sem qualquer orientação médica. Praticante de atividade física desde os 15, Artur confessa que sempre foi de tomar albumina (proteína presente na clara do ovo) e BCCA (conjunto de aminoácidos) como complementos da musculação, além do próprio Whey Protein. “Parei mais porque me senti mal tomando. Umas dores de barriga estranhas, mas nada comprovado porque nunca fiz exames, mas acho que afetava os rins pois quando parei de consumir as dores cessaram. Acho que era excesso de proteína”, avalia o advogado.
Hoje, seguindo a orientação de um nutricionista e dentro de uma dieta, Artur mudou completamente a rotina alimentar e se tornou mais cauteloso quanto aos possíveis efeitos nocivos dos produtos. “Se eu tomar 100 gramas por dia é muito… Hoje eu só aconselho uma coisa, com acompanhamento faz bem, mas a maioria das pessoas tomam sem ele”, revela.
O mesmo rigor e cuidado é tomado pelo atleta de fisiculturismo Bruno Vital Melo. Ele precisa do corpo para ganhar as competições, então qualquer erro nesse sentido além de prejudicar a saúde pode ser ainda a linha tênue entre a vitória e a derrota. “Nunca tive problemas. Sempre consumi. Já tem uns 8 anos isso, e todos os suplementos sempre foram receitados”, diz o atleta.
Fiscalização
A facilidade para adquirir esses alimentos, sejam eles em farmácias ou em lojas de produtos naturais, e a fraca fiscalização sobre as marcas deixam sempre uma dúvida no quanto os danos à saúde do usuário, quase nunca revelados nas embalagens.
Ainda em 2014, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) resolveu aumentar o cerco sobre os produtos e proibiu 20 marcas de suplementos proteicos junto com outras 14 de suplementos alimentares. Mesmo assim, o número de estabelecimentos especializados aumenta a cada dia e a procura também.
“O nutricionista é o único capacitado para planejar a rotina alimentar de acordo com cada paciente incluindo o uso de suplementação quando necessário, então acredito que a prescrição médica não seria a solução para esse problema, até porque o uso de anabolizantes só deveria ser vendido sob ela, mas eles continuam sendo usados de forma indiscriminada”, informa Paulliana.
De maneira geral, os suplementos são indicados para atletas em competição e que possuem um gasto calórico de alto nível. De acordo com a nutricionista, todos podem tomar, incluindo idosos ou pessoas obesas, mas os nutrientes só podem ser receitados em cada caso. Enquanto isso ainda for ignorado, mais pessoas podem sucumbir às doenças sem saber.

Fique atento aos sintomas:
– alteração na pressão arterial
– taquicardia
– enjoo
– tontura
– desmaio
– dor de cabeça

fonte: Portal da Educação Física

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Aminoácidos e proteínas ajudam a evitar a perda de massa muscular

Quando associado às atividades físicas, o fator ou aporte nutricional tem grande importância para poder desacelerar o processo que é chamado de sarcopenia.


perda de massa muscular, ou sarcopenia, é um processo relacionado com várias circunstâncias. Também se pode identificar este mecanismo com o termo atrofia ou hipotrofia muscular. Para entender melhor a sua origem e seu mecanismo é preciso considerar os processos metabólicos que ocorrem no tecido muscular. Os nossos músculos mantém sempre um determinado balanço entre síntese (produção ou anabolismo) e degradação (quebra ou catabolismo) das moléculas de proteínas musculares. 

O ganho ou perda de massa muscular depende exatamente deste balanço. Existem fatores que interferem diretamente nos dois processos e que podem explicar as diferentes circunstâncias que proporcionam ganho de músculos ou sarcopenia. Um grupo de pesquisadores da Universidade do Texas publicou recentemente um artigo que proporciona uma extensa revisão sobre este assunto e resumiu objetivamente os vários fatores envolvidos nestes mecanismos. O artigo foi publicado na revista do Colégio Americano de Medicina Esportiva
 Os estímulos que interferem no balanço proteico muscular podem ser resumidos em dois grupos de fatores: atividade física e aporte nutricional. O fator “desuso” dos músculos tem efeitos verdadeiramente devastadores sobre a síntese de proteínas e consequentemente a perda de massa muscular. O exemplo que mais evidencia este efeito é quando imobilizamos um braço ou uma perna em razão de uma lesão grave ou fratura óssea.
A retirada do aparelho de imobilização muitas vezes causa espanto ao evidenciar o quanto se perde de músculo em curtos espaços de tempo com o desuso. Com a idade, existe uma tendência à redução da solicitação física e consequentemente um “desuso” com consequente perda de massa muscular. A boa notícia é que os músculos respondem com a mesma velocidade que provocam a atrofia em resposta ao aumento de solicitação, elevando a síntese de proteínas, desacelerando e até revertendo a perda de massa muscular. 
fator nutricional tem grande importância neste balanço de efeitos. O aporte de proteínas e aminoácidos associados com o estímulo dos exercícios potencializa de maneira importante a síntese de proteínas musculares contribuindo de forma decisiva para desacelerar ou reverter a sarcopenia.

Neste mecanismo os autores do artigo destacam a importância do aminoácido Leucina, que é um dos componentes do BCAA.Leucina parece ter um efeito direto na síntese proteica, o que justifica um aporte diário deste nutriente. Evitar ou mesmo desacelerar a perda de massa muscular é uma das preocupações mais importantes para saúde e qualidade de vida.
fonte: Eu Atleta