sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Atividades físicas podem diminuir a fadiga de pacientes com câncer

Pesquisa com quatro mil participantes revela que exercícios aeróbicos podem auxliar durante o tratamento de pacientes com tumores malignos. 

Os exercícios podem diminuir a fadiga de pacientes com câncer. O tratamento do câncer frequentemente traz uma sensação de fadiga muito forte, que vem junto com a quimioterapia ou radioterapia. Os paciente relatam que esses sintomas duram meses ou até mesmo anos após o tratamento. Uma revisão de trabalho científico já feito sobre esse tema foi analisada pelos especialista da Cocker Labory e mostrou que o treinamento aeróbico pode aliviar esses sintomas.

A pesquisa envolveu 56 estudos que somados contam mais de quatro mil participantes, todos em tratamento por algum tipo de tumor maligno. Do grupo estudado, a metade era com pacientes com câncer de mama. Os tratamentos envolviam exercícios aeróbicos como caminhada, bicicleta e também exercícios para a resistência, como o uso de pesos.

Os exercícios eram feitos antes e durante todo o tratamento do câncer. As conclusões foram de que o treinamento aeróbico reduz de forma importante a sensação de fadiga e fraqueza que o tratamento oncológico traz.
Nos exercícios de resistência, apesar de efeitos positivos na composição corporal dos pacientes, não mudaram a sensação de fadiga dos mesmos. Tudo isso mostra a importância que a atividade física deve ter no planejamento estratégico que é feito para os tratamentos dos pacientes com câncer.

Relembre um caso

Aos 21 anos, a advogada Sylvia Pozzobon foi diagnosticada com um raro tumor no braço esquerdo, na altura do tríceps. Rapidamente foi submetida a cirurgia com o risco de perder uma parte do membro. Ficou sem movimentos no braço temporariamente e entrou em depressão por não conseguir se recuperar.

Após três meses sem sair de casa, Sylvia decidiu mudar e começou a praticar atividades físicas. Voltou para a academia e em pouco tempo já estava correndo na esteira novamente.

Com o apoio da família, a advogado superou a doença e recuperou quase 90% dos movimentos do braço esquerdo. 

fonte: GLOBO ESPORTE

Exercícios físicos, cálcio e sol fazem bem aos ossos e evitam osteoporose

Além do leite, iogurte, queijo, sardinha e brócolis também têm cálcio. 

Ao longo da vida, os ossos passam por um processo de destruição e construção. Antes dos 30 anos, o número de células de construção são maiores do que as destrutivas. O problema aparece após essa idade, quando essa proporção começa a se alternar e os ossos começam a ficar mais fracos e frágeis.

Para combater esses efeitos do envelhecimento e prevenir a osteoporose, os ginecologistas José Bento e Bruno Muzzi, e o fisiatra José Maria Santarém deram algumas dicas. Para aumentar a “poupança” de massa óssea, as recomendações principais são aumentar a ingestão de cálcio, praticar atividade física e tomar sol sem exageros, para obter vitamina D. 

Segundo uma pesquisa recente feita pela Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo (ABRASSO), 60% das pessoas acredita que tomar apenas um copo de leite já é suficiente para evitar a doença. Porém, a recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS), é de que a pessoa consuma no mínimo de 1.000 a 1.200 mg de cálcio por dia.

Essa indicação é ainda mais essencial para mulheres que já passaram pela menopausa, período em que a falta de estrogênio acelera a destruição do tecido interno do osso.

Estudos mostram que uma em cada três mulheres terá osteopenia depois dos 50 anos, um problema que aparece antes da osteoporose, que diminui a densidade óssea. Nesse período, no entanto, ainda é possível reverter ou estabilizar a situação com a ingestão de cálcio, vitamina D e exercícios. Porém, se não tratada, a osteopenia pode virar osteoporose.

A osteoporose não causa dor e não tem sintoma e, geralmente, a descoberta vem só após uma fratura, quando a doença já está em estágio avançado. Por isso, é importante realizar exames para diagnosticar a doença antes que ela cause problemas. 

A densitometria óssea mede a densidade do osso e deve ser feita a partir dos 45 anos nas mulheres e a partir dos 65 anos nos homens. Caso seja detectada a osteoporose, ela pode estar ainda no estágio inicial, o que facilita na recuperação e no tratamento. O médico pode indicar medicamentos, suplementos de vitamina D ou até mesmo a reposição hormonal, no caso das mulheres.

A atividade física sempre ajuda, principalmente aquelas que comprimem os ossos, ajudando no aumento da massa óssea. O fisiatra José Maria Santarém explicou que até mesmo ficar em pé já ajuda na prevenção e também no tratamento da osteoporose. A musculação é a melhor opção mesmo para pessoas debilitadas porque a exigência muscular ajuda na remodelagem óssea e o risco de lesões é menor.

Uma opção de exercício para realizar em casa e fortalecer a musculatura é agachar segurando e deslizando um cabo de vassoura na perna, como mostrou o fisiatra. Na hora de descer, a pessoa deve expirar e espirar quando levantar. A dica do médico é fazer quantas vezes conseguir, até cansar. Ficar na ponta dos pés com o apoio do cabo de vassoura também traz benefícios não só para a musculatura, mas também para a circulação. 

fonte: BEM ESTAR

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Alongar realmente previne ou diminui o risco de lesões?

Quem pratica exercício, já deve ter ouvido falar várias vezes da importância de se alongar antes de fazer qualquer atividade. Porém, essa afirmação é controversa, dado que algumas evidências científicas não a apoiam. 

Diferentes pesquisas já demonstraram que as pessoas que se alongam antes de fazer exercício não são menos propensas a se machucar do que aquelas que não alongam.

Em um desses estudos, o fisioterapeuta Rod Pope, da Universidade Charles Sturt, na Austrália, examinou mais de 2.600 recrutas do exército nacional durante seus treinamentos.

Ele descobriu que, embora fosse assumido que o alongamento agia na prevenção de lesões, não havia nenhuma evidência para sugerir que isso realmente aconteceu.

Por conta disso, Pope recomendou que o exército australiano não tornasse mais obrigatório o alongamento antes do exercício, porque pode ser uma perda de tempo.

Outra pesquisa feita por Daniel Pereles analisou se o alongamento era benéfico para corredores amadores, que gostam do exercício, mas não são atletas. 2.729 voluntários com pelo menos 13 anos de idade participaram do estudo.

As taxas de lesão no grupo que alongou e no que não alongou foram as mesmas: 16%. Os fatores de risco mais significantes para lesões foram histórico de lesão crônica ou lesões recentes nos últimos quatro meses, e índice de massa corporal (IMC – uma medida da gordura corporal baseada na altura e peso).

Além disso, os corredores que mudaram para ou abandonaram um regime de alongamento antes da corrida aumentaram o risco de se machucar.

Apesar desses resultados negativos para o alongamento, outros estudos focam nas vantagens que ele pode ter.

Com o alongamento, as pessoas podem se sentir melhores (mais relaxadas) e a prática pode de fato ajudar a preparar os músculos para o exercício em pessoas com certas condições.

Também, estudos defendem que a flexibilidade, além de ajudar seu corpo a atingir o nível de condicionamento físico ideal, pode até mesmo contribuir para livrar as pessoas de condições como artrite e doenças mais graves.

Muito apoiada cientificamente também é a afirmação de que ioga ou alongamento intenso podem aliviar o desconforto de pessoas que sofrem de dores crônicas nas costas.

Por fim, estudos sugerem que alongamento pode ser parte importante da rotina de exercícios na terceira idade, que mantém uma pessoa idosa com o mesmo condicionamento físico de um jovem. 

fonte: Site HYPESCIENCE

Dieta promete eliminar até 50% do excesso de peso em um mês sem atividade física

Uma das recomendações para quem faz dieta é praticar atividade física diariamente, nem que seja por apenas meia hora. Mas, para alguns especialistas, a medida, fundamental do ponto de vista de saúde, tem efeito modesto no emagrecimento. 

"A atividade física faz bem pra saúde, mas, segundo estatísticas, ela só impacta em 4% no emagrecimento, ou seja, não adianta ter uma alimentação baseada em chocolate e cerveja e ficar horas na academia", sentencia o endocrinologista Cyro Guimarães Junior. O personal trainer Francisco Dragone reconhece que o cardápio é mais importante para eliminar os quilinhos extras do que as atividades, mas não recomenda que elas deixem de ser realizadas. "A atividade física aumenta o gasto calórico e ajuda a acelerar a perda de peso. Ela é um complemento para quem quer emagrecer", explica.

O endocrinologista propõe uma dieta que promete eliminar de 30% a 50% do excesso de peso em apenas um mês. O cardápio é baseado no consumo de proteínas e em um mix de carboidratos necessários para manutenção do corpo. Além disso, algumas bebidas alcoólicas são permitidas.

Os horários das refeições e a quantidade são flexíveis. No entanto, isso não significa que é possível comer tudo que se tem vontade. "O conceito é comer a hora que quiser, o volume que quiser, mas não o que quiser", alerta Junior.

Requeijão, queijos amarelos, creme de leite, biscoito, uva, abacate, banana, caqui, manga, mandioca, batata, milho, refrigerantes (inclusive diet), cerveja e chopp, carnes à milanesa e à doré, bem como alimentos conservados em tetra pak, vidros ou plásticos estão proibidos no cardápio.

"O chá verde é vendido como saudável, mas tem 20.6 gramas de sódio a cada 100 ml e isso representa de 4 a 5 colheres de sopa de sal em uma embalagem de 1 litro", revela Junior. Já os sucos embalados não devem ser consumidos, segundo o endocrinologista, devido aos edulcorantes usados para adoçar, além do amido de milho, que instiga o aumento de peso e aumenta a chances de desenvolver diabetes e hipertensão.

Mesmo com tantas proibições, a dieta permite o consumo de alguns carboidratos à vontade, como os presentes no leite e derivados e nas frutas. Já massas e grãos são liberados aos poucos. "A pessoa pode comer uma massa na semana, na quantidade que achar melhor. Já os grãos, como arroz, feijão, ervilha, soja e outros, só podem ser consumidos três vezes na semana. Portanto a pessoa tem liberdade de controlar sua alimentação. Ela pode comer uma feijoada, mas sabe que já vai ter usado os três créditos de grãos na semana", explica Junior.

Sucos de fruta sem açúcar podem ser consumidos à vontade, bem como chás em pó e sachê e água de coco. "Quem quiser também pode fazer uma vitamina de leite batido com frutas, sem problemas, pois tudo isso é liberado", ressalta Junior.

Com relação às bebidas alcóolicas, cervejas e bebidas licorosas estão vetadas. Já os vinhos e as bebidas destiladas estão liberados. "É preciso manter alguns prazeres para que o paciente consiga seguir a dieta", afirma Junior. Ele enfatiza que o uso social da bebida, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), limita-se a até duas doses de destilado por dia ou duas taças de vinho.

Para seguir a dieta, é preciso evitar a praticidade. "Ninguém quer perder tempo preparando uma refeição, por exemplo, mas o ideal é levar comida pro trabalho e não sair pra comer fora. A preferência é sempre pedir um prato já pronto e não preparar e selecionar os alimentos mais saudáveis", acredita Junior.

Ritmo circadiano

No café da manhã, Junior defende o consumo de alguns alimentos que não devem ser consumidos ao longo do dia, como o pão sem miolo. "Esse carboidrato de médio poder de depósito só deve ser consumido nessa hora do dia, pois as taxas do hormônio cortisol ainda estão altas", afirma. O adoçante ou açúcar também são permitidos neste horário (para Junior, o açúcar e adoçante engordam da mesma maneira).

O café também pode ser consumido na parte da manhã e durante o dia, mas nunca após a refeição. "O café é digestivo, portanto deve ser tomado de 1 a 2 horas antes da refeição", ensina Junior. A dieta também não tem um número de refeições previstas ou lanches. "Cada corpo tem seu timing e o mesmo que funciona pra mim pode não funcionar pro outro, portanto o importante é respeitar a rotina e o corpo de cada um", finaliza.

fonte: Uol Dieta e BOA FORMA