quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Alimento orgânico versus não orgânico: qual o melhor?

Para alguns, vale sim a pena procurar por eles e até pagar um pouco a mais; a recompensa é um alimento mais saboroso, livre de agrotóxicos e mais amigável ao meio ambiente. 

Seja qual for o médico ou nutricionista consultado, 100% deles recomendam o consumo de verduras, legumes e frutas como forma de garantir uma boa saúde. Mas essa unanimidade se esfacela na hora de dizer se os alimentos orgânicos são mais saudáveis que os demais. E a polêmica parece que ainda está muito longe de ser resolvida em definitivo.

Para alguns, vale a pena procurar por eles e até pagar um pouco a mais; a recompensa é um alimento mais saboroso, livre de agrotóxicos e mais amigável ao meio ambiente. Mas há os que defendam que, sob o ponto de vista da saúde do consumidor, não há provas de que os orgânicos tragam benefício extra e, portanto, não faz diferença a forma como o alimento é produzido.

A corrente que defende a indiferenciação entre orgânicos e não-orgânicos ganhou fortes argumentos com a publicação no início de setembro do mais amplo estudo de meta-análise (compilação de vários estudos científicos) feito até o momento, mostrando que, sob o aspecto da quantidade de nutrientes – como carboidratos, proteína, vitaminas e minerais – há pouca ou nenhuma diferença entre os orgânicos e os demais.

Para chegar à conclusão, pesquisadores da Universidade Stanford, coordenados pela médica Dena Bravata, fizeram uma revisão de 17 acompanhamentos clínicos em humanos e 233 pesquisas que comparavam os níveis de nutrientes e contaminantes em alimentos, de acordo com a forma de produção.

Segundo Durval Ribas Filho, presidente da Abran (Associação Brasileira de Nutrologia), esse resultado já era esperado, pois na prática clínica nenhum médico observa diferenças na nutrição de pacientes que só consomem orgânicos. “Muitas vezes a versão do fato é mais forte que o fato. Até o momento, o fato é que não há comprovação científica de que a composição dos alimentos orgânicos seja melhor que os demais”, diz.

Mas o nutrólogo ressalta que, de forma nenhuma, isso significa ele esteja desaconselhando o consumo de orgânicos. “Ambos fazem bem à saúde. Frutas, verduras e legumes devem ser consumidos sempre. Se a diferença nutricional ainda não foi observada cientificamente, é certo que existe um lado filosófico e ambiental”, afirma.

Ribas Filho alerta apenas que, orgânicas ou não, as hortaliças precisam ser bem lavadas, pois independentemente do tipo de produção elas podem ter contaminações por bactérias como salmonela e E.coli, por exemplo.
 
Outros contaminantes

Embora a pesquisa de Stanford não aponte diferenças nutricionais significativas, ela mostrou que nos alimentos orgânicos há 30% menos risco de contaminação por pesticidas. Segundo os pesquisadores, porém, a questão não preocupa porque os níveis de agrotóxicos encontrados estavam dentro dos limites aceitáveis.

Especialistas brasileiros, no entanto, defendem que só isso já é motivo suficiente para preferir os orgânicos. Afinal, mesmo sendo baixo o risco de problemas sérios advindo da ingestão de aditivos químicos aos alimentos, nos orgânicos o risco é zero.

“Estudos indicam que se ingerirmos quantidades dentro dos valores diários aceitáveis não sofreremos danos à saúde, ainda assim os orgânicos são melhores por não conterem nenhum aditivo químico”, afirma a pesquisadora Edinéia Dotti Mooz, do Grupo de Pesquisa em Segurança Alimentar e Nutricional da Esalq, USP. Ou seja, se do ponto de vista do valor nutricional não foram comprovadas diferenças, há outros critérios que levam os orgânicos a serem melhores.

Além disso, uma limitação do estudo é que não foram levadas em consideração as consequências da exposição a pesticidas a longo prazo – os acompanhamentos clínicos analisados tinham no máximo dois anos de duração. Isso pode fazer uma grande diferença: pequenas quantidades de agrotóxicos sozinhas podem não ser prejudiciais, mas acumuladas têm o potencial de causar efeitos nocivos, que só serão percebidos 10 ou 15 anos depois. O mesmo vale para os antibióticos e hormônios dados aos animais de corte, que acabam entrando no organismo de quem os consome.

Sobre esse aspecto, existe de fato uma larga “zona de incertezas”, afirma a médica Raquel Rigotto, professora de Saúde Comunitária da Universidade Federal do Ceará: “Cada estudo avalia um elemento por vez, mas nós temos uma exposição múltipla. Portanto, não há certezas sobre a interação entre eles no nosso organismo ou no próprio alimento”.

Na falta de resultados conclusivos, o ideal seria adotar o princípio da precaução, defende Rigotto. “Dizem que não há estudos provando que agrotóxicos fazem mal. Mas a lógica deveria ser a contrária: existem estudos comprovando que eles não fazem mal?”, questiona. Segundo ela, já existem evidências vindas de estudos epidemiológicos de que os agrotóxicos podem causar alergias, problemas de fertilidade, doenças neurológicas e cânceres.

Ribas Filho, no entanto, acredita que as pessoas não precisam se alarmar. “Se usadas dentro dos padrões permitidos, não há indícios de perigo dessas substâncias. Se os alimentos atuais fizessem mal, não estaríamos assistindo ao aumento constante da expectativa de vida da população”, diz.

Realidade nacional

Um problema enfrentado pelo consumidor brasileiro é que os limites legais frequentemente são ignorados. Desde 2002, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) faz análises anuais de resíduos de agrotóxicos em alimentos e, ano após ano, encontra inúmeras substâncias vetadas, ou o uso das permitidas acima dos patamares considerados seguros.

Na última análise, por exemplo, mais de 90% das amostras de pimentão estavam fora das normas da Anvisa. No balanço geral, das 2.488 amostras coletadas, 28% estavam insatisfatórias. Um novo estudo sobre o uso de agrotóxicos deve ser divulgado na primeira quinzena de dezembro.

E mesmo as regras brasileiras são consideradas frouxas por alguns pesquisadores. O governo aceita atualmente a utilização de 434 ingredientes ativos, usados para evitar pragas como fungos, insetos, roedores, moluscos, formigas e ervas daninhas. Entre essas substâncias, pelo menos 24 já foram banidas nos Estados Unidos, Canadá ou Europa.

“E todos os estudos que liberam os pesticidas e adubos químicos são de curto prazo. Na prática, como não se sabe se fazem mal ao longo do tempo, libera-se o uso. Mas antes deveríamos ver se realmente fazem mal”, afirma a nutricionista Elaine de Azevedo, autora do livro Alimentos Orgânicos (Editora Senac) e professora da Universidade Federal de Grande Dourados (MS).

Por isso, ela recomenda, sim, a opção pelos orgânicos, mesmo que sejam um pouco mais caros. “O orgânico merece ser mais caro, porque seu valor real é maior: um produto que respeita o homem do campo, não polui e não traz doenças”, afirma Azevedo. Uma dica para não se pagar preços abusivos é procurar feiras e sacolões específicos de orgânicos, que costumam oferecer mais variedade e valores menores dos que nas grandes redes de supermercados.

Cuidados para minimizar riscos

Quando não for possível consumir apenas produtos orgânicos, seja pelo preço proibitivo ou pela falta de oferta, algumas atitudes podem minimizar a ingestão de insumos artificiais junto com os alimentos. Uma delas é comprar apenas produtos de época. “Fora da estação adequada é quase certo que uma fruta, verdura ou legume tenha recebido cargas maiores de agrotóxicos. Escolha outro produto que o substitua em termos nutricionais”, aconselha a Jocelem Salgado, professora de Nutrição da Esalq, USP.

Também é sempre mais seguro comprar produtos de sua região. “Alimentos que percorrem longas distâncias normalmente são pulverizados pós-colheita e possuem alto nível de contaminação”, explica a professora. Outra dica de Salgado é diversificar o consumo: “Além de propiciar boa variedade de nutrientes, reduz a chance de exposição a um mesmo agrotóxico”.

Embora não se possa eliminar completamente os agrotóxicos, medidas como retirar as folhas externas das verduras, lavar todos os alimentos em água corrente e mergulhá-los em uma solução de água com vinagre ajudam a retirar parte deles.

Quando se trata de frangos, a recomendação de Salgado é retirar a gordura e pele, pois algumas substâncias tóxicas se acumulam em tecidos adiposos.

fonte: Portal UOL

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Bambolê conquista passarelas e academias nos EUA

Quando Karl Lagerfeld apresentou uma bolsa de praia de tamanho ridiculamente exagerado em um desfile da Chanel, no início do mês, inadvertidamente tocou um acorde pop cultural. 

Entre os mais comentados acessórios que surgiram nos desfiles desta temporada, a bolsa de praia parece ter aproveitado uma nova afeição pelo bambolê, como atitude de moda e um equipamento para exercícios físicos.

Um vídeo de Karl Lagerfeld explicando a bolsa ("É para a praia. Você pode colocá-la na areia e pendurar coisas nela.") tem surgido em sites de moda como o Fashionista e o Styleite. A Chanel anunciou que venderá versões menores da bolsa.

Os verdadeiros bambolês receberam o apoio de celebridades. Christie Brinkley foi fotografada usando um deles na Times Square em 5 de outubro para o World Smile Day, um evento que promove atos de bondade. O âncora de televisão Jimmy Fallon desafiou Michelle Obama a um concurso de bambolê no "Late Night With Jimmy Fallon", em fevereiro, depois que ela foi fotografada bamboleando no gramado da Casa Branca em um evento a favor da atividade física.

"Muitas pessoas estão interessadas em bambolear por causa dos benefícios à saúde, o que pode deixá-las viciadas, mas também é uma maneira divertida de fazer exercícios cardiovasculares", disse Bex Burton, uma instrutora de bambolê que fundou a Sense of Motion, uma empresa no Brooklyn que também ensina pilates e ioga.

Como em qualquer tendência de ginástica, os acessórios proliferaram. "Acabamos de receber um belo protótipo de um bambolê forrado de pele de cabra. Ele é de couro preto e tem uma boa pegada", disse Gabriella Redding, fundadora da Hoopnotica, empresa de ginástica perto de Venice Beach, em Los Angeles, que vende bambolês e certifica 300 instrutores por ano para ensinar a "hoop dance".

As vendas ultrapassaram a marca de US$ 1 milhão no ano passado, disse Redding. Os compradores incluem Stefan Pildes, cofundador da Groovehoops, uma trupe de apresentação de bambolê em Nova York que oferece aulas.

Todas as segundas-feiras, cerca de 30 estudantes com idades entre 10 e 50 anos aprendem truques dessa atividade, como "Nadar" e "Passear o Cachorro".

"Uma das minhas constantes citações em aula é: se você está rindo, está fazendo certo", disse Pildes. "Não tem a ver com ser graciosa ou que truque você pode fazer. É sobre encontrar alegria no seu exercício."

Os "bamboleiros" estão levando sua paixão para espaços abertos, shows e grandes sessões musicadas de bambolê em grupo chamadas "hoop jams". Os devotos podem ser localizados no metrô com grandes bolsas para carregar o equipamento.

Em Los Angeles, alguns escritórios adotaram o bambolê como uma alternativa saudável aos intervalos para fumar ou às incursões por guloseimas.

Dina Strada, diretora de eventos de funcionários na DreamWorks Animation, incentiva a equipe a fazer pausas para bambolear duas vezes por dia durante 15 minutos. "Em dias agitados, posso bambolear e responder a e-mails ao mesmo tempo", brinca.

fonte: Folha de S.Paulo Online

Saiba o que pode causar overtraining, o famoso excesso de treino

A síndrome do overtraining, ou excesso de treinamento físico, é definida como uma resposta generalizada ao estresse em atletas e caracterizada por fadiga persistente, perda de rendimento, alterações bioquímicas e no estado de humor, entre outras variáveis psicológicas. Ocorre primariamente pelo aumento do volume e/ou intensidade de treinamento. 

Atualmente, o esporte é altamente competitivo, particularmente entre atletas de elite. Com um número crescente de informações disponíveis, a partir de pesquisas relacionadas ao campo esportivo fisiologistas, técnicos e atletas conhecem cada vez mais sobre programas de treinamento e, consequentemente, observa-se uma alteração substancial nos métodos de treinamento.

A associação de um programa exaustivo de treinamento (pelo aumento do volume e/ou pela intensidade de treinamento) com insuficiente período de recuperação e, consequente prejuízo da performance por longos períodos de tempo (diversas semanas ou meses), caracteriza a síndrome do overtraining. Além disso, outros sinais/sintomas estão presentes, como fadiga generalizada, perda de coordenação, náusea, aumento de infecção bacteriana, queda na concentração nos treinamentos, depressão, apatia, dores musculares e nas articulações, infecções do trato respiratório e perda de apetite.

Dentre os principais sintomas, podemos citar: queda no desempenho no treino, menor tolerância à sobrecarga de treinamento, diminuição da força muscular, insônia, dores musculares e na cabeça, depressão, apatia e instabilidade emocional.

O estímulo necessário para a indução do overtraining não pode ser definido com exatidão devido a sua gênese multifatorial. Uma melhor compreensão dos mecanismos deve incluir uma avaliação individual meticulosa dos fatores de estresse psíquicos e sociais, aliado às informações detalhadas sobre treinamento, competição e alimentação.

Por Newton Nunes, professor de Educação Física pelo Instituto do Coração (InCor). 

fonte: Portal WEBRUN

sábado, 1 de dezembro de 2012

Implantes hormonais são usados para perder peso e ganhar músculos

Mais de um milhão de implantes hormonais foram realizados no Brasil em 2011, de acordo com o endocrinologista Elsimar Coutinho, precursor da técnica. A expectativa para o final de 2012 é aumentar este número em 20%.

O objetivo da maioria dos interessados na técnica são fins estéticos, como emagrecimento, diminuição de celulites, ganho de massa muscular, pele mais enrijecida, entre outros. Porém, os efeitos colaterais são o que mais preocupa. O tratamento pode causar perda de cabelo, alteração de libido e até mudança na voz.  

O Conselho Regional de Medicina de São Paulo alerta sobre efeitos colaterais e a sociedade dos endocrinologistas diz não haver estudos concisos sobre a eficácia. Os implantes são realizados através de um tubinho de silicone com três centímetros de comprimento por um milímetro de diâmetro. Dentro do tubo estão diversos hormônios receitados pelos médicos que o prescrevem. É como uma espécie de injeção, que necessita de anestesia local. 

O cálculo da dose depende da massa corporal, idade, hábitos, entre outros. Elcometrina é um dos mais usados no mercado e tem durabilidade de seis meses. O implante à base de progesterona, além de bloquear a menstruação é capaz de reduzir a TPM, cólicas, enxaquecas e risco de endometriose. O custo de um implante varia entre R$ 700 a R$ 3.000.

fonte: Portal EF

Pilates: a técnica de alongamento que tonifica o corpo e alivia dores lombares

Criado nas primeiras décadas do século passado, o pilates é uma técnica de alongamento que fortalece os músculos fracos, alonga os músculos que estão encurtados e aumenta a mobilidade das articulações, proporcionando o melhor condicionamento do corpo, prevenindo e aliviando dores lombares. 

De acordo com a fisioterapeuta e instrutora de pilates Anne Garcia, a técnica de alongamento é uma atividade física que trabalha todo o corpo. “Chamamos de trabalho global, pois envolve todos os membros. Mesmo que o exercício seja para os braços, por exemplo, as pernas também estão sendo requisitadas”, afirma.

Seis princípios básicos regem o pilates. São eles: precisão, controle, movimento fluído, respiração, centro de força e concentração, sendo os três últimos os mais importantes. “Na aula experimental, o instrutor ensina o aluno esses princípios, que serão fundamentais para execução dos movimentos”, diz Anne Garcia, que enfatiza a importância da respiração no pilates. Como regra geral, na preparação do movimento, o aluno inspira e, após realizá-lo, é momento de expirar. 

Como é
As aulas de pilates seguem a um padrão pré-determinado, começando pelo alongamento, exercícios dos membros superiores e inferiores, e finalizando com relaxamento.

Os exercícios são feitos em aparelhos, como cadillac, que trabalha os músculos profundos do abdômen, desenvolve a flexibilidade da espinha, fortalece as costas e alonga o corpo todo. A cadeira, outro aparelho do pilates, não foi desenvolvida para sentar e sim para o alongamento e o rebalanceamento de músculos que foram lesionados.

Além do cadillac e da cadeira, há outros equipamentos utilizados no pilates, sendo que todos eles possuem molas para dar resistência ou assistência, ou seja, dificultar ou auxiliar a execução dos exercícios.

Os exercícios com bolas são feitos no solo, em que o aluno trabalha a área abdominal do corpo, tonificando e definindo músculos e melhorando a flexibilidade do corpo. 

Quem pode ser instrutor
Os profissionais habilitados para aplicar o método criado por Joseph Pilates são os fisioterapeutas, como é o caso de Anne Garcia, e os educadores físicos. Na teoria, os professores de educação física deveriam cuidar da prevenção de dores aplicando a técnica do pilates. Enquanto os fisioterapeutas usariam a atividade para reabilitação dos membros superiores e inferiores. Na prática, profissionais das duas áreas trabalham tanto na prevenção quanto na reabilitação.

Quem pode fazer
Segundo Anne Garcia, qualquer pessoa a partir dos 12 anos está apta a fazer pilates. “A partir dessa idade, a criança está mais madura para entender algumas técnicas. Ministro aulas para pessoas de todas as idades, inclusive idosos”, diz. A procura das mulheres pela prática do pilates é maior em razão do benefício estético. Porém, muitos homens também buscam a atividade física.

Quanto custa
Em Boa Vista, as clínicas especializadas e academias de ginástica fecham pacotes que variam entre oito e doze sessões por mês. Cada sessão custa entre R$ 25 e R$ 35, totalizando em média R$300 mensais.

fonte: FOLHA MOBILE