terça-feira, 16 de julho de 2013

Correr no inverno gasta 30% a mais de calorias

Na época mais fria do ano, ocorre a maior contração dos músculos e por isso nos esforçamos mais para se movimentar e aumentar a temperatura. 

Qual seria a melhor estação do ano para correr? Num país tropical como o Brasil, onde o frio não é tão rigoroso, correr pode ser mais prazeroso e o sofrimento diminui bastante. O inverno, mesmo sendo uma época em que as pessoas tendem a ficar com mais preguiça para sair da cama, é  perfeita para fazer exercícios. Além disso, a queima calórica pode aumentar em 30%. 

- No frio do inverno, temos uma contração maior dos músculos e nos esforçamos mais para se movimentar. Dessa forma, o corpo gasta mais calorias para poder aquecer e assim aumentar a temperatura para o bom funcionamento - disse a professora de educação física Clarice Penna.

Os atletas acreditam que no frio dá para 'puxar' mais no treino e o inverno se torna perfeito para praticar as atividades físicas intensas, como a corrida. O melhor horário para isso é antes das 9h ou após às 17h, onde a umidade é maior. É importante fazer um bom aquecimento e ingerir mais carboidrado para repor a energia em caso de treino longo. Não se esqueça de beber água para ficar hidratado.

- Normalmente, perdemos calor pelos tecidos expostos. Quando você vai correr na rua, por exemplo, o que fica de fora é a mão e a cabeça. Isso é importante pois o fluxo sanguíneo tende a migrar para essa região para aquecer e evitar essa perda de calor. Só que isso é prejudicial e pode causar um resfriamento da parte central do corpo e os demais órgãos - disse Clarice.

Correr no frio, então, tem que ser com muito agasalho? Não. A professora avisa que o ideal é usar trajes que aqueçam o corpo, mas que não atrapalhem a transpiração.

- Tem que tomar cuidado, principalmente com as roupas emborrachadas que podem aquecer demais o corpo e fazer o efeito contrário - encerrou.

fonte: Portal EU Atleta

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Os benefícios que a corrida pode proporcionar à saúde do coração

A melhora do desempenho nas corridas de longa duração guarda a estreita relação com a melhora da função de bomba do coração. 

Quais os benefícios que a corrida proporciona para a saúde do coração? A corrida é basicamente um exercício aeróbico e sua prática regular potencializa exatamente o sistema de transporte de oxigênio do qual o coração é o órgão fundamental.

A melhora do desempenho nas corridas de longa duração guarda estreita relação com a melhora da função de bomba do coração. O limite de aptidão aeróbica é definido pelo volume máximo de sangue que o coração á capaz de fazer circular por minuto, contemplando órgãos e tecidos e particularmente os músculos em exercício.

Este volume de sangue bombeado por minuto é definido como débito cardíaco máximo e representa o produto do número de batimentos cardíacos máximo pelo maior volume de sangue que o coração consegue ejetar em cada batimento (sístole).

Os benefícios do treinamento proporcionam ao coração do corredor aumentar o débito cardíaco máximo. Este efeito decorre da adaptação progressiva do coração aumentando gradualmente o volume ejetado em cada batimento. Esta adaptação torna o coração uma bomba mais eficiente, proporcionando também o efeito mais evidente constatado em indivíduos treinados que é a redução dos batimentos cardíacos.

Como aumenta o volume ejetado em cada batimento, para manter um determinado débito cardíaco, por exemplo correndo num ritmo submáximo, o coração ajusta um número de batimentos por minuto mais baixo. O mesmo efeito observamos durante o repouso, quando os batimentos cardíacos do indivíduo treinado chegam a ter reduções bastante significativas.

Na literatura científica encontramos relatos de atletas com ritmo cardíaco de repouso na faixa de 30 batimentos por minuto. Isto significa uma frequência menor que a metade do indivíduo sedentário, o que projeta um volume ejetado em cada sístole maior que o dobro do que ocorre no coração “destreinado”.

Esta adaptação significa um grande benefício para a saúde do coração, e além de proporcionar a melhora do desempenho, também acena com uma distância mais longa na expectativa de qualidade de vida e longevidade.

fonte: Portal Eu Atleta

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Tremor nas pálpebras é sinal de que é preciso desacelerar

O tremor aparece porque liberamos hormônios ligados ao estresse que vão para o sistema nervoso autônomo; ele é um dos primeiros sinais de que algo não vai bem e que é preciso relaxar. 

Quem nunca sentiu aquele famoso tremor nas pálpebras? Algo tão irritante quanto impossível de ser controlado. Pior: pode durar dias, com direito a curtos intervalos. Mas por que isso é tão comum e, ao mesmo tempo, difícil de ser evitado?

A oftalmologista Andrea Lima Barbosa, diretora médica da Clínica dos Olhos São Francisco de Assis (RJ), conta que é extremamente comum pessoas chegarem a seu consultório com essa queixa.

"É sempre preocupante para a pessoa e o correto é procurar um especialista, mesmo. Esse tremor palpebral em episódios é uma luz vermelha avisando que algo não vai bem não só no seu corpo, mas em sua vida", alerta a médica.

Ela conta que o tremor é um sinal de que a pessoa pode estar no auge do estresse. "Pode ser  fadiga, ansiedade, resultado de noites mal dormidas ou problemas pessoais , por exemplo".

Estresse

Barbosa explica que o tremor, quase sempre unilateral, aparece porque liberamos hormônios ligados ao estresse que vão para o sistema nervoso autônomo. Estes hormônios levam estímulos para as pálpebras, que passam a ter contrações involuntárias, ou seja, impossíveis de se controlar.

Com ela concorda o oftalmologista Luiz Carlos Portes, ex-presidente e membro do conselho consultivo da Sociedade Brasileira de Oftalmologia. Ele acrescenta alguns outros fatores que podem desencadear o problema: ingestão excessiva de cafeína, carência de vitaminas, idade avançada, excesso de horas em frente ao computador etc.

Ambos enfatizam que o oftalmologista deve ser consultado para descartar qualquer doença, mas o comum é mesmo que tudo não passe de estresse.  Porém, se for algo além disso, o paciente será encaminhado para um neurologista, por exemplo.

Portes, porém, avisa que algumas doenças como conjuntivite e olho seco também podem provocar os espasmos. Isso sem contar que pessoas com mal de Parkinson e Síndrome de Tourette (desordem neurológica ou neuroquímica caracterizada por tiques, reações rápidas, movimentos repentinos  ou vocalizações que ocorrem repetidamente) também sofrem com esses espasmos.

Procurar o médico

"Por isso é importante consultar um oftalmologista", enfatiza o médico. Porém, como na maioria dos casos o problema advém mesmo do estresse, ele comenta: "Há pessoas que ao ficarem estressadas, sentem azia. Outras têm dor nas costas e algumas têm este tremor. É difícil, mas é preciso achar um caminho para não sentir tudo isso".

"Você tem de se perguntar: o que vai fazer da sua vida? Como anda o trabalho e os relacionamentos. Eu indico relaxamento, ioga, meditação, algo para acalmar mesmo. E, na medida do possível, evitar se estressar", alerta Barbosa.

A médica insiste que é preciso tomar cuidado porque, se a pessoa não se cuidar, poderá desenvolver doenças cardíacas, depressão, ansiedade ou hipertensão, por exemplo.

"É preciso mesmo repensar a vida", ressalta, acrescentando que ela própria já passou por isso: "Quando eu fazia plantão médico, eu mesma tinha isso com frequência. Era uma época bem estressante para mim". Portes também já teve o mesmo problema, quando se preparava para o vestibular: "Eram menos opções de faculdades e a pressão era ainda maior. Estudava muito!".

Como fazer parar?

Uma receita caseira dá conta de que compressas de chá de camomila ajudariam a parar o tremor.  "Melhor tomar o chá", brinca a médica.  Porém, ela ensina que gelo é bom, porque anestesia a musculatura.

Já o médico conta que indica ao paciente um relaxante muscular, mas também aconselha a pessoa a ir ao cinema, praticar exercícios e descansar, pois o comum é que o tremor passe quando ela conseguir relaxar.  "Se notamos que é algo de ordem pessoal ou depressão mesmo, o correto é encaminhar a um psicólogo ou psiquiatra".

Botox

Se a pessoa tiver o tremor de forma crônica, pode ser algo mais grave. "Existe a doença do espasmo essencial, blefarospasmo, que é rara. É o famoso tique nervoso, a pálpebra fica tremendo o tempo todo. Daí é preciso tratamento com um neuro-oftalmologista que usará injeções de Botox", conta a médica. A indicação ocorre porque a toxina botulínica paralisa o músculo.

Norma Allemann, professora adjunta do Departamento de Oftalmologia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), conta que, em alguns desses casos, após diagnóstico diferencial adequado com doenças neurológicas que podem estar associadas, a toxina botulínica é aplicada em forma de injeções e tem duração variável de efeito, entre três e seis meses.  "O blefarospasmo é uma condição rara, um tipo de distonia facial, geralmente bilateral e associado a contraturas de outros músculos da face e caracterizado pela impossibilidade de controle voluntário.  Pode ser um sintoma de doenças neurológicas e deve ser acompanhado de consulta especializada para diagnóstico", encerra.

fonte: Portal UOL

sexta-feira, 5 de julho de 2013

O consumo de cigarro está entre os principais agravantes no desempenho da atividade física

Cerca de 15% da população brasileira fuma. Um número que pode ser considerado alto, porém menor do que os 35% da década de 80. 

O cigarro tem cerca de 4.720 substâncias, e existem três delas que comprometem muito o desempenho do atleta: nicotina, que diminui o tamanho das artérias, responsáveis em levar o sangue até o músculo, gerando um desempenho muscular bem menor, além de aumentar os batimentos cardíacos; o alcatrão, que diminui a elasticidade do pulmão; e o monóxido de carbono, que compete com o oxigênio, por isso que o indivíduo que fuma possui falta de ar com frequência. 

Cigarro é uma das drogas que mais causa dependência. Se a pessoa quer parar de fumar, a motivação é muito importante, traçar estratégias como o exercício físico, além do uso de medicação e técnicas psicoterápicas, também podem ajudar no processo. O exercício regular promove a sensação de prazer, que estimula a pessoa a cada vez mais repetir o comportamento e isso vai deixando o cigarro em segundo plano, o cérebro vai se organizando de outra forma. Vale ressaltar que o prazer do esporte tem que estar associado, não adianta fazer uma atividade apenas para parar de fumar. O ideal é que a pessoa se sinta bem durante a atividade e entenda a importância para a saúde corporal e mental desse novo habito.

fonte: Portal EF

Água, sódio e carboidratos: essenciais em atividades de longa duração

Alguns atletas optam em não ingerir líquidos quando praticam atividade física por conta do desconforto estomacal que pode aparecer. 

No entanto, o estresse do exercício é acentuado pela desidratação, que aumenta a temperatura corporal, prejudicando as respostas fisiológicas e o desempenho físico, além de produzir riscos para a saúde. A água é fundamental em qualquer tipo de exercício, principalmente em atividades de longa duração, como por exemplo, provas de rua de longa distância, como a meia maratona (21Km) e maratona (42Km). 

Além disso, é fundamental que esses atletas de atividades mais intensas se atentem à reposição de carboidratos e de sódio. O mesmo acontece em atividades prolongadas, com mais de uma hora de duração, ou atividades de elevada intensidade, como vôlei, basquete, futebol, tênis, entre outras. A reposição necessária de carboidratos para manter a glicemia e retardar a fadiga é de 30 a 60 gramas por hora. Para os corredores, recomenda-se a ingestão de 500ml de água duas horas antes do exercício, e 250 ml quando faltarem 15 minutos para a largada, além de 1 gel ou jujuba de carboidrato. 

Durante a prova recomenda-se iniciar a ingestão de água já nos primeiros 15 minutos e continuar se hidratando a cada 15 a 20 minutos ou em todos os postos de hidratação. Após a prova ou treinos longos a hidratação deve ser reforçada.

fonte: Portal EF